Neste dia, a 29 de abril de 1945, forças americanas libertaram o campo de concentração de Dachau, na Alemanha. No entanto, tal como acontecera noutros campos, quando os aliados assumiram o controlo do campo de concentração, não libertaram os presos LGBT+ e obrigaram-nos a cumprir a pena completa conforme previa o código penal nazi. Durante o regime nazi, dezenas de milhares de pessoas LGBT+, especialmente homens gays, bissexuais e mulheres trans, foram internadas em campos de concentração e identificadas com um triângulo rosa. Muitas delas foram submetidas a experiências médicas, castradas ou assassinadas. Depois da libertação dos campos de concentração, o «manual» do exército dos Estados Unidos para a ocupação da Alemanha determinou que, embora a maioria dos sobreviventes do Holocausto deveria ser libertada dos campos de concentração, «os criminosos comuns ainda condenados seriam transferidos para prisões civis». Homens gays, bissexuais e pessoas transexuais foram condenades sob o parágrafo 175 do código penal alemão, que havia sido reforçado pelos nazis, e, portanto, eram considerados criminosos comuns/civis. As autoridades de ocupação americanas mantiveram o parágrafo 175, mesmo com a alteração nazi, e, nos primeiros quatro anos após o fim da guerra, cerca de 1.500 pessoas por ano eram presas.
